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Publicado em 05 de março de 2026 | 6 minutos de leitura

“Assumo hoje a presidência do Sinepe Rio com profundo respeito por sua história e com plena consciência da responsabilidade que este momento representa”.

Senhoras e senhores, boa tarde!

Colegas mantenedores, gestores, educadores, representantes da Federação Nacional das Escolas Particulares, sindicatos coirmãos e autoridades aqui presentes,

Assumo hoje a presidência do Sinepe Rio com profundo respeito por sua história e com plena consciência da responsabilidade que este momento representa.

O Sinepe Rio, há mais de nove décadas, acompanha, orienta, representa e fortalece as escolas particulares do Rio de Janeiro. Ao longo de diferentes gerações, contextos políticos e transformações sociais, manteve-se firme em seu propósito: defender a livre iniciativa na Educação e o direito fundamental das famílias de escolherem a formação que desejam para seus filhos, e a escola em que desejam matriculá-los.

Nosso lema — “Escola Particular, Liberdade e Democracia começam aqui” — é atemporal. E talvez nunca tenha sido tão atual. Defendemos uma Democracia sem adjetivações, com equilíbrio entre os poderes federativos, seu sistema de freios e contrapesos, e respeito à Constituição.

Ao assumir esta presidência, tendo como vice-presidente Pedro Flexa Ribeiro, diretor do tradicional Colégio Andrews, faço questão de reverenciar aqueles que conduziram esta casa com seriedade, visão e compromisso. Presidentes como Newton Santiago, José Antônio Teixeira, Edgar Flexa Ribeiro, Victor Nótrica, José Carlos Portugal e, mais recentemente, Pedro Paulo de Bragança foram protagonistas em momentos decisivos da história do sindicato.

O professor José Carlos Portugal liderou o Sinepe Rio em um dos períodos mais desafiadores da história contemporânea: a pandemia. Foi um tempo de incertezas regulatórias, pedagógicas e financeiras. Um tempo em que as escolas precisaram se reinventar da noite para o dia, mantendo viva a missão de educar, mesmo diante das maiores adversidades. O Rio de Janeiro foi a primeira cidade a retomar as atividades presenciais, fruto de muito diálogo, responsabilidade e compromisso com a aprendizagem.

Em 2022, o professor Pedro Paulo de Bragança assumiu a presidência ainda sob os impactos do período pós-pandemia. Sua gestão foi marcada por equilíbrio e firmeza, conduzindo relevante processo de modernização institucional, fortalecendo a estrutura técnica do sindicato.

Registro também nomes que deixaram marcas profundas nesta trajetória, como Antônio de Pádua, Henrique Zaremba da Câmara e João Pessoa de Albuquerque, lideranças que ajudaram a consolidar o respeito e a relevância da instituição.

Chego a este momento amparado por esse legado e acompanhado por uma diretoria comprometida e preparada para os desafios atuais. Além dos companheiros que fizeram parte da gestão anterior, esta nova gestão tem a honra de contar com a colaboração do Frei Jesus Florêncio IzaguirreRoitegui, do Colégio Santo Agostinho; da professora Maria Elisa Penna Firme Pedrosa, do Colégio São Bento; e do professor Ricardo Reis Abeleira, do Amanhecendo – Escola de Bebês e Crianças. Lideranças que trazem experiência, sensibilidade e espírito colaborativo.

Somos uma categoria plural, composta por cerca de 2.000 escolas na cidade do Rio de Janeiro, responsáveis por milhares de empregos — professores, gestores, auxiliares, psicólogos, nutricionistas e tantos outros profissionais. Somos também um setor que desonera o Estado, ao absorvermos milhares de estudantes, reduzindo a pressão orçamentária sobre o poder público.

Vivemos um cenário desafiador para a educação brasileira e para a iniciativa privada. As escolas enfrentam pressões financeiras, decorrentes das altas taxas de juros e da elevada carga tributária, além de um ambiente regulatório mais complexo, avanços tecnológicos acelerados e novas demandas pedagógicas.

A relação com as famílias mudou e as expectativas da sociedade cresceram.

Diante desse cenário, não basta administrar. É preciso liderar com estratégia e sensibilidade. Com profissionalismo e humanismo.

É nesse contexto que o papel do Sinepe Rio se torna ainda mais essencial. Precisamos ir além da representação formal. Devemos atuar como um centro de apoio, orientação e inteligência para as escolas, antecipando cenários, oferecendo suporte técnico qualificado, promovendo formação continuada e contribuindo para decisões seguras e sustentáveis.

No início deste ano, apresentamos um plano de ação para os próximos dois anos, cujos principais pontos são:

  • O fortalecimento das nossas assessorias – jurídica, pedagógica, contábil e financeira;
  • A ampliação de programas de formação e educação continuada, através de uma robusta agenda de cursos e seminários;
  • E a realização de Congresso de Educação, nos dias 21 e 22 de agosto. Estão todos convidados.

Também será prioridade ampliar o diálogo com o poder público, com outras entidades educacionais e com a sociedade civil, ocupando os espaços de debate com argumentos técnicos, equilíbrio e postura colaborativa.

Este mandato começa com uma mensagem clara: apoio e suporte às escolas através de muito diálogo, união e construção coletiva.

O Sinepe Rio seguirá presente, atuante e parceiro das escolas.

Que possamos honrar a história construída desde 1933, dar continuidade ao legado de nossos antecessores e conduzir este novo ciclo com visão, coragem e a convicção de que educar é transformar o futuro todos os dias.

Muito obrigado.




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